Notícias da Defensoria Pública.
"Brasil só tem 1,5 defensor para cada 100 mil pessoas"Vinte e três após a promulgação da Constituição Federal, que plasmou a garantia dos direitos fundamentais do brasileiro, o desafio de levar justiça aos mais pobres ainda não foi superado. Salvo alguns casos isolados, o atendimento da advocacia gratuita esbarra em problemas como falta de defensores, de servidores de apoio, de material de escritório, celulares, computadores, carros e até mesmo de um local para trabalhar. (Por Jomar Martins)
Anadef apoia ação ajuizada pela DPU contra Camarote Salvador(Fonte: BahiaNotícias) A Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) emitiu uma nota em que torna público o seu apoio à Ação Civil Coletiva ajuizada pela Defensoria Pública da União na Bahia (DPU-BA) contra a Premium Eventos, realizadora do Camarote Salvador. Para a Anadef a atitude do defensor público federal João Paulo Lordelo, que ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) requerendo o embargo e a retirada da estrutura já montada do Camarote Salvador, na Praça de Ondina, foi acertada. A assessoria de imprensa da Premium emitiu uma nota em protesto à ação e disse que o defensor não tem legitimidade para propor a ACP. A Anadef lembra que quanto à legitimidade, com o advento da Lei nº11.448/2007, a Defensoria Pública passou a ter legitimidade para ajuizar ação civil pública por atos lesivos à administração pública, meio ambiente, consumidor e, inclusive, para a proteção de “grupos de pessoas hipossuficientes”, os quais foram enquadrados os populares representantes que perderam seu espaço na participação do Carnaval de Salvador. Além do que, haveria o argumento do desrespeito aos direitos fundamentais dos populares que buscaram a Defensoria Pública da União. A área em questão é pública e costumava ser utilizada por uma parte da população que não participa dos festejos pagos do Carnaval de Salvador, parte essa que se sentiu prejudicada e procurou o direito fundamental ao acesso à Justiça na DPU. Crivella recebe Defensores Federais em busca de apoio à PEC(82/2011)
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), recebeu nesta segunda-feira(13), em seu gabinete, representantes do Anadef (Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais).
Os defensores públicos, Gabriel Faria Oliveira, presidente da Anadef, Séfora Azevedo, Diretora Parlamentar e Luiz Carlos Martins,Assessor Legislativo, vieram solicitar o apoio do senador para a votação da (PEC) 82/2011, que aplica às Defensorias Pública da União e do Distrito Federal autonomia funcional e administrativa. Texto: Dorleni Dornelles Foto: Geraldo Magela/Agência Senado ANADEF expede nota de apoio à ação ajuizada pela DPU em SalvadorA Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais – ANADEF vem à público manifestar total apoio à Ação Civil Coletiva ajuizada pela Defensoria Pública da União em Salvador, na Bahia. Para a ANADEF foi acertada a atitude do defensor público Federal João Paulo Lordelo que ajuizou Ação Civil Pública solicitando o embargo e a supressão da estrutura já montada do Camarote Salvador, na área da Praça de Ondina, no final do circuito Dodô, em Salvador uma vez que a instituição foi instada a garantir o acesso à justiça por populares do Estado Baiano. A ação contesta o uso de área pública, denunciando irregularidades no processo de licitação e no contrato, realizado ao final de 2010, entre a Premium Produções, Criações Artísticas e Eventos, empresa responsável pelo camarote, e a Superintendência de Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), autarquia municipal. A Assessoria de Imprensa da Premium, empresa responsável pelo camarote entretanto está divulgando equivocadamente que o defensor não tem legitimidade para propor a ação e ainda de que agiu contra as manifestações anteriores do Ministério Público da União, do Ministério Público do Estado, das instituições públicas responsáveis e da própria Defensoria Pública da União. Na verdade, o objeto da ação já faz parte, também, de inquéritos civis públicos acompanhados pelo MPE e MPF. Além de constarem irregularidades no processo de licitação, a área em questão, pública, costumava ser utilizada por uma parte da população que não participa dos festejos pagos do carnaval de Salvador, parte essa que se sentiu prejudicada e procurou o direito fundamental ao acesso à Justiça na DPU. Quanto à legitimidade para a propositura de ACP, com o advento da Lei nº 11.448/2007, a Defensoria Pública passou a ter legitimidade para ajuizar ação civil pública por atos lesivos à administração pública, meio ambiente, consumidor e, inclusive para a proteção de grupos de pessoas hipossuficientes, os quais foram enquadrados os populares representantes que perderam seu espaço na participação do carnaval de Salvador. A divergência de opiniões faz parte da democracia e do Estado democrático de direito, porém o desrespeito aos direitos fundamentais dos populares que buscaram a Defensoria Pública da União, qual seja, o acesso à justiça previsto no inciso LXIV do art. 5o da Constituição, não pode ser medida almejada para fazer valer suas opiniões ou poder, seja de ordem econômica ou política. ![]() |
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